• Mariana Soeiro

Confira 5 cuidados a serem tomados ao arrematar um imóvel em leilão judicial


Possuir um imóvel próprio, seja para investimento ou moradia, é um desejo amplamente difundido na cultura do cidadão brasileiro.


Entretanto, questões tributárias somadas à situação econômica do país favorecem o aumento de preços no setor imobiliário e, assim, afastam a perspectiva de grande parte da população a alcançar o feito.


Nesse sentido, o arremate de imóveis em Leilões Judicias torna-se uma boa saída para driblar a inflação imobiliária e conseguir propriedades com relevantes percentuais de desconto.

Com a oferta de imóveis em valores muito abaixo do que se vê disponível em imobiliárias, os leilões têm se tornado cada vez mais populares.


Mas afinal, como funciona o leilão judicial?


Quando o proprietário – ou o próprio imóvel – possui dívidas inscritas em um processo judicial, pode ser determinado pelo juiz o respectivo leilão para levantar valores capazes de quitar os débitos existentes.


Assim, por meio de uma determinação judicial, o leiloeiro oferta publicamente a propriedade em edital, bem como determina a data, hora e o local da praça para que os interessados compareçam (presencialmente ou virtualmente) e façam os seus lances.


No dia designado para o leilão, garante o imóvel aquele que der o maior lance respeitando o preço mínimo de proposta estabelecido pelo leiloeiro. Contudo, é preciso colocar a razão à frente da emoção!


Diante de valores reduzidos, temos a tendência de ignorar pontos de suma importância que, quando não analisados com a devida atenção, podem causar futuras dores de cabeça.


Visando o auxílio durante o processo, no post de hoje mostraremos quais os 5 cuidados principais a serem tomados antes de dar o primeiro lance. Confira!


1. Visite o imóvel com antecedência!


Apesar de tratar-se de obrigatoriedade, muitas vezes os editais não se fazem claros a respeito do estado de conservação da propriedade.


Após ler atentamente todo o conteúdo da publicação, recomenda-se sempre que possível, quando previamente autorizado pelo depositário, contratar a visita especializada de um corretor de imóveis experiente para analisar vários detalhes e defeitos que, a olhos leigos, podem passar despercebidos.


Com tal atitude, o custo extra com reformas e possíveis problemas futuros de estrutura pode ser poupado.


2. Esteja atento aos imóveis ocupados


É comum que imóveis que vão a leilão ainda estejam ocupados pelo atual proprietário ou por eventuais inquilinos.


Os custos para retirada do morador devem ser considerados para avaliação do valor máximo do lance a ser ofertado. Ações de despejo exigem procedimentos judiciais próprios e que podem tomar muito tempo e dinheiro.


3. Confira todas as dívidas que acompanham o bem!


Além das dívidas que determinaram que o imóvel fosse a leilão, algumas surpresas desagradáveis podem vir junto ao arremate.

Dívidas de IPTU e condomínio, por exemplo, comumente acabam por superar até mesmo o valor total da arrematação e, caso não seja especificado em edital – viu só a importância de o analisar com atenção? – podem ser consideradas responsabilidade do adquirente.

4. Verifique se o arremate não responsabiliza o adquirente pelas dívidas do imóvel


Para evitar ficar de bolso vazio pelo motivo especificado no tópico terceiro.


5. Contrate um advogado especializado!


Um especialista com olhar treinado e atento ao edital poderá poupá-lo de prejuízos e batalhas judiciais oriundas de um arremate mal planejado. Opte por sua segurança!


Restaram dúvidas sobre os leilões judiciais? A Equipe de Leilões do escritório {xxxx} estará à disposição para esclarecimentos. Será um prazer atendê-los!